Muitos te definem como uma infinidade de perfeição, como algo onde a energia e a tranquilidade ,andam de mãos dadas até o sol se por para dar lugar à paz e à beleza que é o teu rosto sob o luar.
Sim, isso tudo é verdade. Mas não podes de maneira nenhuma ser visto apenas dessa forma.
Temos que conseguir ver para além das ondas que compõem o teu rosto e do reflexo que te dá cor.
Eu consigo ver. Consigo ver o cansaço e a vastidão das tuas lágrimas, que formam tão delicada união com a terra, que as seca pouco a pouco da teu imenso rosto, á medida que elas escorrem.
Compreendo a tua turbulência e a tua cólera, compreendo que são necessárias para te protegeres de certos males. E apesar de tamanha fraqueza nas tuas profundezas, consegues sempre apresentar-te dócil e resistente. E talvez não sejas de facto tão fraco como pensas, pois os fracos vão abaixo. Tu não. Tu vens e vais e vais e vens sempre com a mesma força e intensidade. Aconteça o que acontecer todos sabem que vais estar lá, seja debaixo do quente sol de verão ou da fria lua do inverno.
E a verdade é que ninguém te consegue olhar com os mesmo olhos de outros. E só agora é que entendi o porquê disso. Tu apenas reflectes as pessoas, e de facto, ninguém é igual.
Desculpa se me desviei do que querias.
É todo teu Ana.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Pela primeira vez na minha vida, pretendo desfilar nu perante uma vil e sedenta multidão que me aguarda com pás e forquilhas hasteadas. Dispo o meu escudo e enfrento-os pela primeira vez. No entanto, ao primeiro olhar malicioso, levanto de novo o meu conforto e protejo-me. E protejido permaneço, até que a mente me mande de joelhos contra a rocha e me encha de remorso. E de novo largo o meu glorioso escudo de batalha, e de novo me encho de medo.
Eles vão me matar - digo-me com sabedoria - vão me encher de palavras de aço e cortar pelo meu corpo despido. Agarra mas é nesse pedaço de texto e mente. E vive.
E obedeço-me. E imagino um sitio melhor, e como por magia, torno esse sitio real. E vivo nele até acordar e a cena se repetir. E ai, hei de imaginar outro.
Eu quero mesmo deixar de usar escudo, mas tenho medo de morrer.
Eles vão me matar - digo-me com sabedoria - vão me encher de palavras de aço e cortar pelo meu corpo despido. Agarra mas é nesse pedaço de texto e mente. E vive.
E obedeço-me. E imagino um sitio melhor, e como por magia, torno esse sitio real. E vivo nele até acordar e a cena se repetir. E ai, hei de imaginar outro.
Eu quero mesmo deixar de usar escudo, mas tenho medo de morrer.
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