A maré revolve, os ventos invertem, a bandeira desce, um grito ecoa, bruto e violento de alívio.
Já mal chuvisca, estão secos os meus cabelos, lavados de todo o terror que brotava de mim. Agora, o Sol aquece, ameno, forte mas sereno e seca-me estes cansados sapatos. Finalmente. Os meus tornozelos já mal se aguentavam em cima de uma sola tão bárbara e inflexível, metade borracha, metade dor. A água lava-me morno, despido de emoções e cheio de vontade de me vestir, partir e ficar. Deixar-me ir, volátil. Deixar-me ir dentro de mim e visitar todos os recantos do mundo, sem nunca sair do meu lugar, ser um todo comigo próprio só por olhar para a janela e te ver lá, alegria.