Suponho então que talvez fosse de maior mérito e valor que eu abra as mãos e te deixe cair neste perfeito rio da vida, que tu tanto contemplas com desejo e admiração. O rio representa, com toda a certeza, o fim da tua presente angústia e o início da tua futura desilusão. Mas esta última parte tu não sabes, e tens o direito de a descobrir por ti própria.
Seja como for, peço perdão, pois as minhas mãos não abrem, estão presas pela promessa que me fiz. Parece que prefiro ver-te escorrer a simplesmente deixar-te ir, num triste e instantâneo movimento.