sexta-feira, 6 de abril de 2012

Os meus olhos já nem fecham, com medo de te deixar de ver. O peito aperta e o coração bate ansioso pelo relógio. E eu sinto-me incapaz por não conseguir sequer mostrar-te que o meu porto é seguro, que por aqui as águas são calmas e que vai correr tudo bem. Eu não sei se vai correr tudo bem, nem sei sequer se o mar continua turbulento ou não. Sei que, em tempestade, terás sempre a minha mão. Não sei se isso chega, já não sei nada. Todas as promessas que te possa fazer são fúteis, não é isso que interessa. Eu sei do que precisas, só não deixes que o medo ganhe. Os meus olhos, ainda se inundam, ás vezes, com medo de te deixar de ver.