Bate constante o "tic" do relógio. Cada um mais ansioso do que o outro.
Paciente, aguardo o que certamente me espera. Mas estou pronto.
Estou pronto para te tirar da palma das minhas cansadas mãos e te deixar voar livremente.
A verdade é que já me serviste mais do que a servidão serviu o mestre.
E quem sou eu para negar tamanho prazer ao sortudo onde vais pousar?
Voa então, mas não voes para longe, para que me possas ouvir quando por ti gritar.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Estupidez
Sou inconstante,
Constante e bastante,
Não sei ser um,
Nem sei ser nenhum.
Do baço vidro deliro,
Olho e admiro,
Com tanto pensar,
Que não tarda pesar.
Estúpido feliz,
Pois ser estúpido não é o que se diz,
É ter a noção e ignorar,
E ai o estúpido, ninguém pode culpar.
Estupidifiquem-me então!
Tornem duro meu coração,
Vandalizem-me a inteligência,
Pois suga-me a essência.
Constante e bastante,
Não sei ser um,
Nem sei ser nenhum.
Do baço vidro deliro,
Olho e admiro,
Com tanto pensar,
Que não tarda pesar.
Estúpido feliz,
Pois ser estúpido não é o que se diz,
É ter a noção e ignorar,
E ai o estúpido, ninguém pode culpar.
Estupidifiquem-me então!
Tornem duro meu coração,
Vandalizem-me a inteligência,
Pois suga-me a essência.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Páginas Brancas
Peguei o pesado livro, contemplei a capa, como se nela procurasse um espelho do seu conteúdo. Abri e cuidadosamente lí as páginas brancas. Um verdadeiro espectáculo. Todas as letras que podiam ter sido escritas e consequentemente carregadas de intenso sentimento, foram atenciosamente evitadas, de tal modo que não se via uma sequer no livro inteiro!
Á medida que vorazmente folheava e devorava tamanho nada, tudo me surgiu. Tudo o que não está escrito nesta resma invocou em mim, o seu ávido leitor, uma infinidade de sentimentos e pensamentos. Curioso, como esta coisa, que nem título tem, me causou tamanha ansiedade, enorme percepção.
Na verdade, o livro não é escrito. O livro escreve. Todo aquele branco vazio escreveu-me de tal forma que me mudou completamente. Escreveu sobre mim, e escreveu o mais explicito texto de se ler. E depois...
Depois deu-me a caneta.
Á medida que vorazmente folheava e devorava tamanho nada, tudo me surgiu. Tudo o que não está escrito nesta resma invocou em mim, o seu ávido leitor, uma infinidade de sentimentos e pensamentos. Curioso, como esta coisa, que nem título tem, me causou tamanha ansiedade, enorme percepção.
Na verdade, o livro não é escrito. O livro escreve. Todo aquele branco vazio escreveu-me de tal forma que me mudou completamente. Escreveu sobre mim, e escreveu o mais explicito texto de se ler. E depois...
Depois deu-me a caneta.
domingo, 3 de outubro de 2010
Humanity is not inteligent, some Men are.
Nascidos para Animosidade,
Em tenra idade o Instinto comanda,
Partir e quebrar, com falta de bondade
Querer e ter, como quem em tudo manda.
Não somos meros animais,
Bem, alguns não o são,
Enquanto outros são como os demais,
Vivem do impulso e da falta de razão.
Olhei o fundo da rua,
Onde decorria luta fria e crua,
Descontrolo, Raiva, Violência,
Num momento que faltou Educação e Decência.
Escorria o sangue, sorria a Audiência,
Grotescas criaturas, sedentas de Vermelho,
Alimentam-se de Tragédia e de falsa Indulgência,
Selvagens! - Gritou o velho.
O azul e o vermelho surgiram na rua,
Vociferando ameaças, sempre debaixo de Máscaras,
Protectores da paz, distribuindo Violência crua,
Afastei-me, cansei-me daquelas caras.
No outro lado da rua, um rapaz Solitário,
Escondia com um livro, lágrimas de vergonha.
Aproximei-me: - Explica-me o choro precário.
- Onde queres que a ponha?
Trémolo, indicou-me a luta.
Está putrida, a Inteligência,
Substituida por Decadência.
Abandonada a Cultura,
Em prol da Manícura.
Rebanho sem pastor,
Dotado de pura Estupidez,
Seguem-se com fulgor,
Até Morrerem de vez.
Em tenra idade o Instinto comanda,
Partir e quebrar, com falta de bondade
Querer e ter, como quem em tudo manda.
Não somos meros animais,
Bem, alguns não o são,
Enquanto outros são como os demais,
Vivem do impulso e da falta de razão.
Olhei o fundo da rua,
Onde decorria luta fria e crua,
Descontrolo, Raiva, Violência,
Num momento que faltou Educação e Decência.
Escorria o sangue, sorria a Audiência,
Grotescas criaturas, sedentas de Vermelho,
Alimentam-se de Tragédia e de falsa Indulgência,
Selvagens! - Gritou o velho.
O azul e o vermelho surgiram na rua,
Vociferando ameaças, sempre debaixo de Máscaras,
Protectores da paz, distribuindo Violência crua,
Afastei-me, cansei-me daquelas caras.
No outro lado da rua, um rapaz Solitário,
Escondia com um livro, lágrimas de vergonha.
Aproximei-me: - Explica-me o choro precário.
- Onde queres que a ponha?
Trémolo, indicou-me a luta.
Está putrida, a Inteligência,
Substituida por Decadência.
Abandonada a Cultura,
Em prol da Manícura.
Rebanho sem pastor,
Dotado de pura Estupidez,
Seguem-se com fulgor,
Até Morrerem de vez.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Time
Tudo o que passei, tudo o que ri, tudo o que chorei, tudo o que amei, tudo o que odiei, parece em vão quando olho para trás. Porquê que ri e chorei? Porquê que amei e odiei? Junto este par de perguntas ao gargantuano grupo de suas semelhantes, que da boca de todos já sairam pelo menos uma vez. A verdade, é que não podemos procurar explicar o inexplicável. É frustrante. É desconcentrante. É doloroso. E porque temos nós tendência em seguir a pior das ideias? Por muito única que a qualidade do ser humano de pensar e de racicionar seja, e por muito beneficio que lhe traga, temos que admitir que é deveras torturante para quem ousa de facto pensar. Pensar implica muito. Implica demais. Implica dúvida e consciência, enquanto que o frágil ambiente (não, não estou a falar de àrvores e lobos) em que vivemos não permite tal esforço, pois a sua fragilidade é de tal modo acentuada que o mínimo pensamento revela todos os seus defeitos. E é aqui que se põe a grande questão: Ignorar e ser feliz ou vice-versa?
Por tempo demais habitei o inóspito vice-versa. E não recomendo. No entanto, ser um autêntico energúmeno também não é de grande proveito. Para além de se tornar insuportavél para quem não o é. Então o que fazer? A solução é obvia. Concertar as tamanhas fragilidades. Crescer e aprender a viver com as que sobram. E quanto aos sentimentos passados, na sua dada altura, foram intensos, e claro, sentidos. Não vale a pena debater o que está feito e o que foi sentido, pois as razões para tudo o que já se deu, esvaneceram-se nas areias da memória. Por outro lado, não é só o passado que é mexido e remexido. Também o futuro é mexido e pré-mexido. Existe a grave tendência de o predefinir com os nossos sonhos e pesadelos, com os nossos medos e esperanças. A verdade é que o futuro nunca será o que se espera, seja isso bom ou mau. Constroí-se do presente e irá resultar da combinação de todos os factores que o antecedem, e só será o que se fizer dele. No fundo, a verdade, é que a felicidade está no meio da ampulheta.
O que interessa é o momento, vive-o.
Carpe diem
Por tempo demais habitei o inóspito vice-versa. E não recomendo. No entanto, ser um autêntico energúmeno também não é de grande proveito. Para além de se tornar insuportavél para quem não o é. Então o que fazer? A solução é obvia. Concertar as tamanhas fragilidades. Crescer e aprender a viver com as que sobram. E quanto aos sentimentos passados, na sua dada altura, foram intensos, e claro, sentidos. Não vale a pena debater o que está feito e o que foi sentido, pois as razões para tudo o que já se deu, esvaneceram-se nas areias da memória. Por outro lado, não é só o passado que é mexido e remexido. Também o futuro é mexido e pré-mexido. Existe a grave tendência de o predefinir com os nossos sonhos e pesadelos, com os nossos medos e esperanças. A verdade é que o futuro nunca será o que se espera, seja isso bom ou mau. Constroí-se do presente e irá resultar da combinação de todos os factores que o antecedem, e só será o que se fizer dele. No fundo, a verdade, é que a felicidade está no meio da ampulheta.
O que interessa é o momento, vive-o.
Carpe diem
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
O Mar
Muitos te definem como uma infinidade de perfeição, como algo onde a energia e a tranquilidade ,andam de mãos dadas até o sol se por para dar lugar à paz e à beleza que é o teu rosto sob o luar.
Sim, isso tudo é verdade. Mas não podes de maneira nenhuma ser visto apenas dessa forma.
Temos que conseguir ver para além das ondas que compõem o teu rosto e do reflexo que te dá cor.
Eu consigo ver. Consigo ver o cansaço e a vastidão das tuas lágrimas, que formam tão delicada união com a terra, que as seca pouco a pouco da teu imenso rosto, á medida que elas escorrem.
Compreendo a tua turbulência e a tua cólera, compreendo que são necessárias para te protegeres de certos males. E apesar de tamanha fraqueza nas tuas profundezas, consegues sempre apresentar-te dócil e resistente. E talvez não sejas de facto tão fraco como pensas, pois os fracos vão abaixo. Tu não. Tu vens e vais e vais e vens sempre com a mesma força e intensidade. Aconteça o que acontecer todos sabem que vais estar lá, seja debaixo do quente sol de verão ou da fria lua do inverno.
E a verdade é que ninguém te consegue olhar com os mesmo olhos de outros. E só agora é que entendi o porquê disso. Tu apenas reflectes as pessoas, e de facto, ninguém é igual.
Desculpa se me desviei do que querias.
É todo teu Ana.
Sim, isso tudo é verdade. Mas não podes de maneira nenhuma ser visto apenas dessa forma.
Temos que conseguir ver para além das ondas que compõem o teu rosto e do reflexo que te dá cor.
Eu consigo ver. Consigo ver o cansaço e a vastidão das tuas lágrimas, que formam tão delicada união com a terra, que as seca pouco a pouco da teu imenso rosto, á medida que elas escorrem.
Compreendo a tua turbulência e a tua cólera, compreendo que são necessárias para te protegeres de certos males. E apesar de tamanha fraqueza nas tuas profundezas, consegues sempre apresentar-te dócil e resistente. E talvez não sejas de facto tão fraco como pensas, pois os fracos vão abaixo. Tu não. Tu vens e vais e vais e vens sempre com a mesma força e intensidade. Aconteça o que acontecer todos sabem que vais estar lá, seja debaixo do quente sol de verão ou da fria lua do inverno.
E a verdade é que ninguém te consegue olhar com os mesmo olhos de outros. E só agora é que entendi o porquê disso. Tu apenas reflectes as pessoas, e de facto, ninguém é igual.
Desculpa se me desviei do que querias.
É todo teu Ana.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Pela primeira vez na minha vida, pretendo desfilar nu perante uma vil e sedenta multidão que me aguarda com pás e forquilhas hasteadas. Dispo o meu escudo e enfrento-os pela primeira vez. No entanto, ao primeiro olhar malicioso, levanto de novo o meu conforto e protejo-me. E protejido permaneço, até que a mente me mande de joelhos contra a rocha e me encha de remorso. E de novo largo o meu glorioso escudo de batalha, e de novo me encho de medo.
Eles vão me matar - digo-me com sabedoria - vão me encher de palavras de aço e cortar pelo meu corpo despido. Agarra mas é nesse pedaço de texto e mente. E vive.
E obedeço-me. E imagino um sitio melhor, e como por magia, torno esse sitio real. E vivo nele até acordar e a cena se repetir. E ai, hei de imaginar outro.
Eu quero mesmo deixar de usar escudo, mas tenho medo de morrer.
Eles vão me matar - digo-me com sabedoria - vão me encher de palavras de aço e cortar pelo meu corpo despido. Agarra mas é nesse pedaço de texto e mente. E vive.
E obedeço-me. E imagino um sitio melhor, e como por magia, torno esse sitio real. E vivo nele até acordar e a cena se repetir. E ai, hei de imaginar outro.
Eu quero mesmo deixar de usar escudo, mas tenho medo de morrer.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Gourmet
Quero olhar-te no castanho e dizer-te o que é preciso. E diria, se não pesassem as consequências.
Eu sei que tu sabes o que eu te quero dizer. No fundo, quero que leias isto e saibas que é para ti, quero que sintas as letras, as palavras, as frases e as entre-linhas. Na minha sincera opinião, não compreendo a natureza de certos momentos. Sei apenas que são bons. São muito bons. Mas parece que falta algo. Ou que tem algo a mais. Talvez sejam para ser assim mesmo, com aquela amarga pitada de incerteza e nervosismo, para cortar o forte sabor do resto das emoções. E infelizmente, como a cozinha moderna implica, todas as refeições que queiram ter o prazer de se adjectivarem saborosas e requintadas têm que vir em pequenas quantidades. É verdade que o que é demais enjoa, não o nego. Mas o que é a menos magoa. A verdade é essa e ninguém a diz, e para quem tem o estomago tão mal habituado como o meu, mais falta tu me fazes.
Eu sei que tu sabes o que eu te quero dizer. No fundo, quero que leias isto e saibas que é para ti, quero que sintas as letras, as palavras, as frases e as entre-linhas. Na minha sincera opinião, não compreendo a natureza de certos momentos. Sei apenas que são bons. São muito bons. Mas parece que falta algo. Ou que tem algo a mais. Talvez sejam para ser assim mesmo, com aquela amarga pitada de incerteza e nervosismo, para cortar o forte sabor do resto das emoções. E infelizmente, como a cozinha moderna implica, todas as refeições que queiram ter o prazer de se adjectivarem saborosas e requintadas têm que vir em pequenas quantidades. É verdade que o que é demais enjoa, não o nego. Mas o que é a menos magoa. A verdade é essa e ninguém a diz, e para quem tem o estomago tão mal habituado como o meu, mais falta tu me fazes.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Obtusidade
Sinto-me cansado, no entanto parece-me o momento ideal para escrever.
O que és tu, que me invades o pensamento e me obrigas a expressar o que me vai na alma?
Não tenho vontade de partilhar este texto com outros. Mas sinto a necessidade de o escrever e de não o guardar para mim. Pois este escrito é pesado, e para fazer peso já tenho que me chegue.
Infelizmente, não sou pessoa para dar certezas, pois estas acarretam riscos demais. Talvez riscos que tenham que ser tomados, mas seja como for, pareço preferir a incerteza que a desilusão. Não me posso esquecer, no entanto, que pode não ser desilusão o que me espera.
Está na hora do tudo ou nada.
O que és tu, que me invades o pensamento e me obrigas a expressar o que me vai na alma?
Não tenho vontade de partilhar este texto com outros. Mas sinto a necessidade de o escrever e de não o guardar para mim. Pois este escrito é pesado, e para fazer peso já tenho que me chegue.
Infelizmente, não sou pessoa para dar certezas, pois estas acarretam riscos demais. Talvez riscos que tenham que ser tomados, mas seja como for, pareço preferir a incerteza que a desilusão. Não me posso esquecer, no entanto, que pode não ser desilusão o que me espera.
Está na hora do tudo ou nada.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Think
Este mundo é um sitio sem sentido. De modo que, para ser habitável, os seus habitantes têm que abdicar da sua vida. Dizem-me então que nascemos para trabalhar sem parar ou para passar fome?
Cada vez mais aparenta ser essa a realidade, no entanto, quero rejeitar que seja essa a única solução. Aliás, esta situação aumenta gradualmente de dimensões e ameaça atingir um grau sem solução. A verdade é que não existe de facto, alguma coisa que alguém possa fazer. Mas pode-se deixar de fazer. Parece escapar a muitos que o não fazer nada pode ser o maior acto possivel. O ser humano leva um modo de vida berrante, exagerado e contrastado, desde o homem que trabalha 14 horas por dia até ao que morre de fome noutro canto do mundo. Mas não é do facto de trabalharem ou morrerem à fome de que falo. Falo do que causa essas circunstâncias. Falo dos automóveis, dos arranha-céus e doutras inuteís obras de engenharia moderna ou até do mais simples telemóvel. Claro que oferecem vantagens para além das contáveis com os dedos mas o que nos tiram? Tiram vidas, pois viver não é apenas ter um coração que bate, viver é conseguir gozar num dado momento o simples facto de estar vivo. Isto já não existe. É rara a pessoa que pode honestamente afirmar que tem oportunidade de fazer isto pelo menos uma vez por dia. Em função daquelas vantagens supramencionadas surgem estas desvantagens. No fundo todos concordam que talvez não valha a pena. Mas ninguém abdica dessas pequenas vantagens.
Porquê? Têm medo de viver?
It's getting way too late
Cada vez mais aparenta ser essa a realidade, no entanto, quero rejeitar que seja essa a única solução. Aliás, esta situação aumenta gradualmente de dimensões e ameaça atingir um grau sem solução. A verdade é que não existe de facto, alguma coisa que alguém possa fazer. Mas pode-se deixar de fazer. Parece escapar a muitos que o não fazer nada pode ser o maior acto possivel. O ser humano leva um modo de vida berrante, exagerado e contrastado, desde o homem que trabalha 14 horas por dia até ao que morre de fome noutro canto do mundo. Mas não é do facto de trabalharem ou morrerem à fome de que falo. Falo do que causa essas circunstâncias. Falo dos automóveis, dos arranha-céus e doutras inuteís obras de engenharia moderna ou até do mais simples telemóvel. Claro que oferecem vantagens para além das contáveis com os dedos mas o que nos tiram? Tiram vidas, pois viver não é apenas ter um coração que bate, viver é conseguir gozar num dado momento o simples facto de estar vivo. Isto já não existe. É rara a pessoa que pode honestamente afirmar que tem oportunidade de fazer isto pelo menos uma vez por dia. Em função daquelas vantagens supramencionadas surgem estas desvantagens. No fundo todos concordam que talvez não valha a pena. Mas ninguém abdica dessas pequenas vantagens.
Porquê? Têm medo de viver?
It's getting way too late
sábado, 15 de maio de 2010
17/21/5/5/14
Companionless sleep as everyday's night,
Anguished and nothingfull dreams, years come by as odd nightmares drain my youth
For it is not night or day. It's me, the ever.
Searching for other twisted mate to entrust such blaze and outcast such deep blue yell.
To be one.
Loneliness is only pure violence and evil.
I'll give you a clue;
1976
Anguished and nothingfull dreams, years come by as odd nightmares drain my youth
For it is not night or day. It's me, the ever.
Searching for other twisted mate to entrust such blaze and outcast such deep blue yell.
To be one.
Loneliness is only pure violence and evil.
I'll give you a clue;
1976
quinta-feira, 6 de maio de 2010
When a Blind man Cries
"If you're leaving close the door.
I'm not expecting people anymore.
Hear me grieving, I'm lying on the floor.
Whether I'm drunk or dead I really ain't too sure.
I'm a blind man, I'm a blind man and my world is pale.
When a blind man cries, Lord, you know there ain't no sadder tale.
Had a friend once in a room,
Had a good time but it ended much too soon.
In a cold month in that room
We found a reason for the things we had to do.
I'm a blind man, I'm a blind man, now my room is cold.
When a blind man cries, Lord, you know he feels it from his soul."
I'm not expecting people anymore.
Hear me grieving, I'm lying on the floor.
Whether I'm drunk or dead I really ain't too sure.
I'm a blind man, I'm a blind man and my world is pale.
When a blind man cries, Lord, you know there ain't no sadder tale.
Had a friend once in a room,
Had a good time but it ended much too soon.
In a cold month in that room
We found a reason for the things we had to do.
I'm a blind man, I'm a blind man, now my room is cold.
When a blind man cries, Lord, you know he feels it from his soul."
When a blind man cries by Deep Purple
It just means too much for me.
It just means too much for me.
domingo, 2 de maio de 2010
Dia da Mãe
Queria escrever algo perfeito. No entanto cada vez que verifico o ecrã não gosto do que vejo e apago. Apago e não percebo porque não me saem as palavras que quero, que mais se adequam á situação.
Depois de um longo periodo de meditação sobre o assunto cheguei á conclusão que não consigo escrever algo perfeito. Não existem palavras para isso. Queria puder dizer-te com as mais belas palavras que te agradeço imenso por tudo o que fizeste por mim, que, embora eu não o demonstre, tenho uma enorme consideração pelo esforço que empenhas em ser mãe. Prometo que para o ano invento as tais palavras perfeitas e dou-te as de presente.
Um dia devolvo-te o mundo que me deste;
Feliz dia da mãe.
Depois de um longo periodo de meditação sobre o assunto cheguei á conclusão que não consigo escrever algo perfeito. Não existem palavras para isso. Queria puder dizer-te com as mais belas palavras que te agradeço imenso por tudo o que fizeste por mim, que, embora eu não o demonstre, tenho uma enorme consideração pelo esforço que empenhas em ser mãe. Prometo que para o ano invento as tais palavras perfeitas e dou-te as de presente.
Um dia devolvo-te o mundo que me deste;
Feliz dia da mãe.
terça-feira, 27 de abril de 2010
Cromos e cadernetas
Perdoem-me a arrogância, mas porque são todos iguais?
Porque respondem todos da mesma forma ao sorriso "Colgate" que certa figura larga a um ninguém em milhões? Começo a não suportar este inóspito ambiente de desprezo pela arte e cultura e de admiração pela falta de originalidade.
Será assim tão fácil manipular um grupo de pessoas? Será que é apenas necessário atirar uma colher ao corvo para ele sair do ninho?
Gostava que por momentos no mundo todos tivessem olhos que não seus. Assim podiam ver o quão ridiculos são. Aqui ninguém é "muita bom" embora todos se julgem "trés spécial". Seguem todos o mesmo percurso, vivem, seguem a manada e morrem. E ninguém irá querer saber, já que ainda existem tantos iguais. São como cromos repetidos, tenho uma caixa cheia deles e me importava de os perder todos. No entanto, o objectivo é exactamente esse. É ser um cromo repetido, apenas porque cromos repetidos só gostam de cromos repetidos.
Vivam felizes, e não me "rasguem" por não ser da vossa "caixa"
Porque respondem todos da mesma forma ao sorriso "Colgate" que certa figura larga a um ninguém em milhões? Começo a não suportar este inóspito ambiente de desprezo pela arte e cultura e de admiração pela falta de originalidade.
Será assim tão fácil manipular um grupo de pessoas? Será que é apenas necessário atirar uma colher ao corvo para ele sair do ninho?
Gostava que por momentos no mundo todos tivessem olhos que não seus. Assim podiam ver o quão ridiculos são. Aqui ninguém é "muita bom" embora todos se julgem "trés spécial". Seguem todos o mesmo percurso, vivem, seguem a manada e morrem. E ninguém irá querer saber, já que ainda existem tantos iguais. São como cromos repetidos, tenho uma caixa cheia deles e me importava de os perder todos. No entanto, o objectivo é exactamente esse. É ser um cromo repetido, apenas porque cromos repetidos só gostam de cromos repetidos.
Vivam felizes, e não me "rasguem" por não ser da vossa "caixa"
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Preto no branco.
Uma árvore num imenso deserto,
Uma nuvem no céu aberto.
Homem que ouve num mundo de surdos,
Homem que vê num pais de cegos.
Têm em comum não o serem,
Não pertencem onde estão nem estão onde pertecem.
Deslocados e desviados, sozinhos e solitários.
Sorriem na luz, choram no escuro.
Choram porque não existe outra árvore,
Porque não existe outra nuvem.
Porque não existe quem oiça o que se diz.
Porque não existe quem veja o que se vê.
Está escrito, veja quem quiser ver,
Oiça quem quiser ouvir.
Olhem para a nuvem no céu
E Plantem-me uma arvore para eu puder sorrir.
Uma nuvem no céu aberto.
Homem que ouve num mundo de surdos,
Homem que vê num pais de cegos.
Têm em comum não o serem,
Não pertencem onde estão nem estão onde pertecem.
Deslocados e desviados, sozinhos e solitários.
Sorriem na luz, choram no escuro.
Choram porque não existe outra árvore,
Porque não existe outra nuvem.
Porque não existe quem oiça o que se diz.
Porque não existe quem veja o que se vê.
Está escrito, veja quem quiser ver,
Oiça quem quiser ouvir.
Olhem para a nuvem no céu
E Plantem-me uma arvore para eu puder sorrir.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Círculos
Fujo de mim próprio enquanto corro atrás da minha sombra. Sempre foi essa a minha vida.
Rotulam-me de louco ou insano porque vivo em círculos. Os circulos são figuras geométricas que não têm aparente inicio ou fim. São apenas circulos, reduzidos á sua infinidade numa pequena folha branca de papel. De facto habito esses "circulos". "Sigo-me" e "pressigo-me", "escapo-me" e "fujo-me". Parece impossível. Mas não é. Não quando o que procuro sou eu e ao mesmo tempo não me deixo encontrar.
Rotulam-me de louco ou insano porque vivo em círculos. Os circulos são figuras geométricas que não têm aparente inicio ou fim. São apenas circulos, reduzidos á sua infinidade numa pequena folha branca de papel. De facto habito esses "circulos". "Sigo-me" e "pressigo-me", "escapo-me" e "fujo-me". Parece impossível. Mas não é. Não quando o que procuro sou eu e ao mesmo tempo não me deixo encontrar.
domingo, 11 de abril de 2010
Love
Aspirava voar. No entanto, torna-se difícil consegui-lo enquanto acorrentado.
Todos os dias bate as suas longas e esplendorosas asas apenas para se relembrar que dali não sai.
Não sai nem nunca sairá. A chave que desencadeia as suas pesadas correntes perdeu-se na mágoas do passado. Perdeu-se para nenhum a encontrar, como se a própria chave se tivesse escondido para ser deixada em paz. Não é uma chave comum, não. Não é palpável ou sólida ou sequer um objecto. É chave apenas porque desempenha a função de o libertar e deixar ascender. Diz-se por ai que ele próprio pediu à chave que se escondesse, não para esta ser deixada em paz mas porque ele realmente não quer ser liberto. Está apaixonado pelas correntes.
Todos os dias bate as suas longas e esplendorosas asas apenas para se relembrar que dali não sai.
Não sai nem nunca sairá. A chave que desencadeia as suas pesadas correntes perdeu-se na mágoas do passado. Perdeu-se para nenhum a encontrar, como se a própria chave se tivesse escondido para ser deixada em paz. Não é uma chave comum, não. Não é palpável ou sólida ou sequer um objecto. É chave apenas porque desempenha a função de o libertar e deixar ascender. Diz-se por ai que ele próprio pediu à chave que se escondesse, não para esta ser deixada em paz mas porque ele realmente não quer ser liberto. Está apaixonado pelas correntes.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Depois da Tempestade vem a Bonança
Vem ai tempestade. Fortes ventos de mudança ameaçam romper pelo interior da minha consciência e devastar o que lá se encontra. Mas eu quero essa tempestade.
Sinto-me cansado de mim próprio, preciso de fugir, fugir de dentro de mim.
Não suporto mais este desejo. Preciso de mudar.
Abro-me então à tempestade e que venha o que vier e leve o que levar.
Que nada sobre e que tudo vá, para eu puder semear de novo os campos da minha existência e emergir então como me quero.
Falta-me apenas alguém que me regue diariamente.
Mudar não é melhor nem pior, é mudar.
Sinto-me cansado de mim próprio, preciso de fugir, fugir de dentro de mim.
Não suporto mais este desejo. Preciso de mudar.
Abro-me então à tempestade e que venha o que vier e leve o que levar.
Que nada sobre e que tudo vá, para eu puder semear de novo os campos da minha existência e emergir então como me quero.
Falta-me apenas alguém que me regue diariamente.
Mudar não é melhor nem pior, é mudar.
sábado, 3 de abril de 2010
Justice - How just is it?
Sempre defendi o que é justo. Mas nunca pensei que o injusto fosse tão rude e cruel.
Quando pensava que a maior dor era a de perder alguém de quem gostamos sem o puder evitar ou por culpa nossa, fui surpreendido ao denotar que não existe pior sentimento do que o de perder alguém sem nossa ser a culpa. Nunca me senti tão de-mãos-atadas como me sinto hoje. Puxaram-me o tapete e eu vejo-me instantaneamente a cair de costas e a contemplar o tecto. É branco. Deixei-me ficar no chão e pensei. Pensei e repensei até não encontrar explicação para o sucedido. Sou de facto o único culpado, mas também não tenho a culpa. Embora demasiado hipérbole seja esta comparação, sinto-me como um inocente no corredor da morte. Sem esperança, a arrepender-se e a pedir desculpa pelo que não fez. Pergunto-me a mim mesmo se não terei mesmo cometido o erro. Se calhar era mais facíl se tivesse. Mas não cometi. No entanto o que interessa isso quando a lâmina da gilhotina continua a descer a uma velocidade trepidante? Não interessa nada. Dizem que todos são inocentes até prova contrária. Mas quando as provas estão contra ti, tu, tu és o culpado.
O Herói de uns é o Vilão de outros
Peço desculpa pelo que não fiz.
Quando pensava que a maior dor era a de perder alguém de quem gostamos sem o puder evitar ou por culpa nossa, fui surpreendido ao denotar que não existe pior sentimento do que o de perder alguém sem nossa ser a culpa. Nunca me senti tão de-mãos-atadas como me sinto hoje. Puxaram-me o tapete e eu vejo-me instantaneamente a cair de costas e a contemplar o tecto. É branco. Deixei-me ficar no chão e pensei. Pensei e repensei até não encontrar explicação para o sucedido. Sou de facto o único culpado, mas também não tenho a culpa. Embora demasiado hipérbole seja esta comparação, sinto-me como um inocente no corredor da morte. Sem esperança, a arrepender-se e a pedir desculpa pelo que não fez. Pergunto-me a mim mesmo se não terei mesmo cometido o erro. Se calhar era mais facíl se tivesse. Mas não cometi. No entanto o que interessa isso quando a lâmina da gilhotina continua a descer a uma velocidade trepidante? Não interessa nada. Dizem que todos são inocentes até prova contrária. Mas quando as provas estão contra ti, tu, tu és o culpado.
O Herói de uns é o Vilão de outros
Peço desculpa pelo que não fiz.
domingo, 28 de março de 2010
Meios-buracos
Sinto-me preso. Preso na minha própria liberdade.
O problema é que eu não tenho liberdade e por consequente não estou preso.
No entanto, por não ter livre a minha alma preso me encontro de novo.
Parece não ter saida este labirinto de paredes de betão.
No entanto também nunca teve uma entrada.
Então pergunto-me como é que estou preso cá dentro.
Não encontro nada neste sítio obscuro, está cheio de nada.
Nada excepto um buraco. Peguei nesse buraco e cortei-o ao meio.
Fiquei surpreso por ver que não fiquei com dois meios buracos mas sim com dois buracos inteiros.
Pousei os buracos, sentei-me num canto a contemplar o vazio.
E apenas me ocorreu que:
Um homem inteligente sabe que um penso só esconde as feridas.
O problema é que eu não tenho liberdade e por consequente não estou preso.
No entanto, por não ter livre a minha alma preso me encontro de novo.
Parece não ter saida este labirinto de paredes de betão.
No entanto também nunca teve uma entrada.
Então pergunto-me como é que estou preso cá dentro.
Não encontro nada neste sítio obscuro, está cheio de nada.
Nada excepto um buraco. Peguei nesse buraco e cortei-o ao meio.
Fiquei surpreso por ver que não fiquei com dois meios buracos mas sim com dois buracos inteiros.
Pousei os buracos, sentei-me num canto a contemplar o vazio.
E apenas me ocorreu que:
Um homem inteligente sabe que um penso só esconde as feridas.
domingo, 21 de março de 2010
Man or Animal
Porque estamos aqui?
O que significa a minha ou a tua insignificante existência?
Não interessa o que fazemos ou como fazemos. O destino é imutável.
Tem sempre um fim, quer queiramos quer não.
Então pergunto-me, o que nos leva a fazer o que quer que seja?
Não acredito numa entidade superior. Então o que me motiva?
Bem, acho que a resposta é nada. Nada me motiva; mas eu continuo.
Continuo porque faz parte da nossa existência continuar.
Podemos falar, podemos ler, podemos amar.
No entanto, outras criaturas podem voar ou rastejar.
Não somos especiais. Somos animais.
Nascemos e morremos. Simples. Só muda a forma como vivemos, tal como cada animal.
Born as a beast,
Lived as a man,
Died as an animal.
O que significa a minha ou a tua insignificante existência?
Não interessa o que fazemos ou como fazemos. O destino é imutável.
Tem sempre um fim, quer queiramos quer não.
Então pergunto-me, o que nos leva a fazer o que quer que seja?
Não acredito numa entidade superior. Então o que me motiva?
Bem, acho que a resposta é nada. Nada me motiva; mas eu continuo.
Continuo porque faz parte da nossa existência continuar.
Podemos falar, podemos ler, podemos amar.
No entanto, outras criaturas podem voar ou rastejar.
Não somos especiais. Somos animais.
Nascemos e morremos. Simples. Só muda a forma como vivemos, tal como cada animal.
Born as a beast,
Lived as a man,
Died as an animal.
sexta-feira, 19 de março de 2010
O teu dia
Lembro-me das tardes passadas a brincar,
Lembro-me dos merecidos raspanetes.
Boas memórias. De ti tenho boas memórias.
Cometeste erros, como qualquer ser humano.
O que te diferencia é a capacidade de os emendar.
Ensinaste-me a ver o mundo, a vê-lo com olhos de verdade.
És o meu cinto de segurança, és o meu amigo.
Hoje sou crescido, e não porque tenho não-sei-quantos anos,
Mas porque fui educado por alguém como tu.
Feliz dia do pai, pai.
Lembro-me dos merecidos raspanetes.
Boas memórias. De ti tenho boas memórias.
Cometeste erros, como qualquer ser humano.
O que te diferencia é a capacidade de os emendar.
Ensinaste-me a ver o mundo, a vê-lo com olhos de verdade.
És o meu cinto de segurança, és o meu amigo.
Hoje sou crescido, e não porque tenho não-sei-quantos anos,
Mas porque fui educado por alguém como tu.
Feliz dia do pai, pai.
Seca
O sol arde quente sobre a praia.
A água que antes a banhava parece ter recuado a ponto de não lhe tocar mais.
Aos poucos, um deserto se forma. Um deserto de mágoa e solidão.
Dizem que é o aquecimento global.
Eu digo que foi o mar que deixou de gostar da praia.
Nada de especial era essa praia, talvez a razão pela qual se foi o mar.
Deixo em aberto essa questão.
Digo apenas que a praia precisa de mar para praia o ser.
Para ti mar, que um dia voltes e me faças praia de novo.
A água que antes a banhava parece ter recuado a ponto de não lhe tocar mais.
Aos poucos, um deserto se forma. Um deserto de mágoa e solidão.
Dizem que é o aquecimento global.
Eu digo que foi o mar que deixou de gostar da praia.
Nada de especial era essa praia, talvez a razão pela qual se foi o mar.
Deixo em aberto essa questão.
Digo apenas que a praia precisa de mar para praia o ser.
Para ti mar, que um dia voltes e me faças praia de novo.
quinta-feira, 18 de março de 2010
Greed - The anti-peace.
Vitimas da ganância, vitimas do poder.
Aquelas pessoas não eram soldados.
Agonizaram na escuridão. Presas.
Enquanto mais acima o fogo satisfazia seus apetites.
Rostos comprimidos contra as paredes que os aprisionavam.
A esgravatar a terra gélida até que esta se tornou insuportavelmente quente.
E quando nada mais restou para ser respirado nas trevas, elas morreram.
Morreram à mão de quem enche os bolsos, de quem sorri na sombra da noite,
De quem de ouro cobre os seus dias.
Hoje a história repete-se, tal como uma arma automática.
Eram 8 da manhã - O pequeno Zahid abandona a sua casa para ir aprender.
É de imediato coberto por escuras nuvens de destruição.
Chovem fogo e morte dos céus tenebrosos, morre um inocente.
E porquê?
Porque o homem gordo da cadeira de ouro quis mais uma joia no seu infindável mar de riquezas.
Aquelas pessoas não eram soldados.
Agonizaram na escuridão. Presas.
Enquanto mais acima o fogo satisfazia seus apetites.
Rostos comprimidos contra as paredes que os aprisionavam.
A esgravatar a terra gélida até que esta se tornou insuportavelmente quente.
E quando nada mais restou para ser respirado nas trevas, elas morreram.
Morreram à mão de quem enche os bolsos, de quem sorri na sombra da noite,
De quem de ouro cobre os seus dias.
Hoje a história repete-se, tal como uma arma automática.
Eram 8 da manhã - O pequeno Zahid abandona a sua casa para ir aprender.
É de imediato coberto por escuras nuvens de destruição.
Chovem fogo e morte dos céus tenebrosos, morre um inocente.
E porquê?
Porque o homem gordo da cadeira de ouro quis mais uma joia no seu infindável mar de riquezas.
Beauty and the beast
Uns dizem que te têem
Outros dizem que já te viram
E outros, outros sofrem.
Sofrem com a maldade dos teus actos.
Gritam, choram, correm.
Correm até não te ver mais.
No entanto, onde quer que vão tu estarás lá.
Lá para os atormentar, para os rebaixar.
Falo para ti Beleza. És feia.
Não te quero cá. Não és qualidade, és defeito.
Para quem sofre ás mãos desta "besta".
Outros dizem que já te viram
E outros, outros sofrem.
Sofrem com a maldade dos teus actos.
Gritam, choram, correm.
Correm até não te ver mais.
No entanto, onde quer que vão tu estarás lá.
Lá para os atormentar, para os rebaixar.
Falo para ti Beleza. És feia.
Não te quero cá. Não és qualidade, és defeito.
Para quem sofre ás mãos desta "besta".
O homem triste
Tu és a paz, és a harmonia.
Algures por aí há um homem. Um homem sozinho, sozinho sem ti.
Homem este incapaz de sentir o teu toque, a tua calma.
Nunca te teve mas sempre te quis, sem saber sequer como és.
Eu sei. Todos os dias te saboreio.
Um dia, um só dia sem te sentir, sem te ouvir soar é pura sofridão.
Por isso imagino apenas que o Homem mais só seja o que não te conhece.
O que não te ouve, o Homem surdo.
Pois uma vida sem ti, Música, não é vida que se leve.
Obrigado.
Algures por aí há um homem. Um homem sozinho, sozinho sem ti.
Homem este incapaz de sentir o teu toque, a tua calma.
Nunca te teve mas sempre te quis, sem saber sequer como és.
Eu sei. Todos os dias te saboreio.
Um dia, um só dia sem te sentir, sem te ouvir soar é pura sofridão.
Por isso imagino apenas que o Homem mais só seja o que não te conhece.
O que não te ouve, o Homem surdo.
Pois uma vida sem ti, Música, não é vida que se leve.
Obrigado.
Guerra
O teu destino de chegada é irrevelante, agora fazes parte da bomba.
E algures no mundo, um punhado de homens de olhares famintos sentam-se á volta de um rádio.
30 minutos - 3000 mortes depois agradecem ao Senhor o sangue que agora lhes corre nas mãos.
Força. É precisa força. Mais força do que alguma vez houve.
Pois se perdermos a esperança e deixarmos a nossa fé debaixo dos escombros.
Então, nada mais importará, e eles, eles terão ganho.
Deus é senhor "deles", um cruel senhor da Guerra.
E qual é o seu verdadeiro nome perguntamo-nos?
O seu nome é Ódio.
Make love not war.
With love, from someone who cares.
E algures no mundo, um punhado de homens de olhares famintos sentam-se á volta de um rádio.
30 minutos - 3000 mortes depois agradecem ao Senhor o sangue que agora lhes corre nas mãos.
Força. É precisa força. Mais força do que alguma vez houve.
Pois se perdermos a esperança e deixarmos a nossa fé debaixo dos escombros.
Então, nada mais importará, e eles, eles terão ganho.
Deus é senhor "deles", um cruel senhor da Guerra.
E qual é o seu verdadeiro nome perguntamo-nos?
O seu nome é Ódio.
Make love not war.
With love, from someone who cares.
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