No parapeito, em desequilibro,
Balanças, sereno e doloroso,
Despido de qualquer brio,
Tremes tenebroso.
E quando dou por ti,
Engelhado de tanta espera,
Recordo os muros que subi
Para te soltar, minha fera.
Explosiva felicidade,
Mergulhaste em pura maldade,
E quando a verdade te mentiu,
Viste que o teu mundo caiu.
Sei onde estás
Mas ainda hoje te procuro
Estás onde tudo jaz,
O passado, o presente, o futuro.
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