Tudo o que passei, tudo o que ri, tudo o que chorei, tudo o que amei, tudo o que odiei, parece em vão quando olho para trás. Porquê que ri e chorei? Porquê que amei e odiei? Junto este par de perguntas ao gargantuano grupo de suas semelhantes, que da boca de todos já sairam pelo menos uma vez. A verdade, é que não podemos procurar explicar o inexplicável. É frustrante. É desconcentrante. É doloroso. E porque temos nós tendência em seguir a pior das ideias? Por muito única que a qualidade do ser humano de pensar e de racicionar seja, e por muito beneficio que lhe traga, temos que admitir que é deveras torturante para quem ousa de facto pensar. Pensar implica muito. Implica demais. Implica dúvida e consciência, enquanto que o frágil ambiente (não, não estou a falar de àrvores e lobos) em que vivemos não permite tal esforço, pois a sua fragilidade é de tal modo acentuada que o mínimo pensamento revela todos os seus defeitos. E é aqui que se põe a grande questão: Ignorar e ser feliz ou vice-versa?
Por tempo demais habitei o inóspito vice-versa. E não recomendo. No entanto, ser um autêntico energúmeno também não é de grande proveito. Para além de se tornar insuportavél para quem não o é. Então o que fazer? A solução é obvia. Concertar as tamanhas fragilidades. Crescer e aprender a viver com as que sobram. E quanto aos sentimentos passados, na sua dada altura, foram intensos, e claro, sentidos. Não vale a pena debater o que está feito e o que foi sentido, pois as razões para tudo o que já se deu, esvaneceram-se nas areias da memória. Por outro lado, não é só o passado que é mexido e remexido. Também o futuro é mexido e pré-mexido. Existe a grave tendência de o predefinir com os nossos sonhos e pesadelos, com os nossos medos e esperanças. A verdade é que o futuro nunca será o que se espera, seja isso bom ou mau. Constroí-se do presente e irá resultar da combinação de todos os factores que o antecedem, e só será o que se fizer dele. No fundo, a verdade, é que a felicidade está no meio da ampulheta.
O que interessa é o momento, vive-o.
Carpe diem
Nenhum comentário:
Postar um comentário