Nascidos para Animosidade,
Em tenra idade o Instinto comanda,
Partir e quebrar, com falta de bondade
Querer e ter, como quem em tudo manda.
Não somos meros animais,
Bem, alguns não o são,
Enquanto outros são como os demais,
Vivem do impulso e da falta de razão.
Olhei o fundo da rua,
Onde decorria luta fria e crua,
Descontrolo, Raiva, Violência,
Num momento que faltou Educação e Decência.
Escorria o sangue, sorria a Audiência,
Grotescas criaturas, sedentas de Vermelho,
Alimentam-se de Tragédia e de falsa Indulgência,
Selvagens! - Gritou o velho.
O azul e o vermelho surgiram na rua,
Vociferando ameaças, sempre debaixo de Máscaras,
Protectores da paz, distribuindo Violência crua,
Afastei-me, cansei-me daquelas caras.
No outro lado da rua, um rapaz Solitário,
Escondia com um livro, lágrimas de vergonha.
Aproximei-me: - Explica-me o choro precário.
- Onde queres que a ponha?
Trémolo, indicou-me a luta.
Está putrida, a Inteligência,
Substituida por Decadência.
Abandonada a Cultura,
Em prol da Manícura.
Rebanho sem pastor,
Dotado de pura Estupidez,
Seguem-se com fulgor,
Até Morrerem de vez.
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