Este mundo é um sitio sem sentido. De modo que, para ser habitável, os seus habitantes têm que abdicar da sua vida. Dizem-me então que nascemos para trabalhar sem parar ou para passar fome?
Cada vez mais aparenta ser essa a realidade, no entanto, quero rejeitar que seja essa a única solução. Aliás, esta situação aumenta gradualmente de dimensões e ameaça atingir um grau sem solução. A verdade é que não existe de facto, alguma coisa que alguém possa fazer. Mas pode-se deixar de fazer. Parece escapar a muitos que o não fazer nada pode ser o maior acto possivel. O ser humano leva um modo de vida berrante, exagerado e contrastado, desde o homem que trabalha 14 horas por dia até ao que morre de fome noutro canto do mundo. Mas não é do facto de trabalharem ou morrerem à fome de que falo. Falo do que causa essas circunstâncias. Falo dos automóveis, dos arranha-céus e doutras inuteís obras de engenharia moderna ou até do mais simples telemóvel. Claro que oferecem vantagens para além das contáveis com os dedos mas o que nos tiram? Tiram vidas, pois viver não é apenas ter um coração que bate, viver é conseguir gozar num dado momento o simples facto de estar vivo. Isto já não existe. É rara a pessoa que pode honestamente afirmar que tem oportunidade de fazer isto pelo menos uma vez por dia. Em função daquelas vantagens supramencionadas surgem estas desvantagens. No fundo todos concordam que talvez não valha a pena. Mas ninguém abdica dessas pequenas vantagens.
Porquê? Têm medo de viver?
It's getting way too late
segunda-feira, 17 de maio de 2010
sábado, 15 de maio de 2010
17/21/5/5/14
Companionless sleep as everyday's night,
Anguished and nothingfull dreams, years come by as odd nightmares drain my youth
For it is not night or day. It's me, the ever.
Searching for other twisted mate to entrust such blaze and outcast such deep blue yell.
To be one.
Loneliness is only pure violence and evil.
I'll give you a clue;
1976
Anguished and nothingfull dreams, years come by as odd nightmares drain my youth
For it is not night or day. It's me, the ever.
Searching for other twisted mate to entrust such blaze and outcast such deep blue yell.
To be one.
Loneliness is only pure violence and evil.
I'll give you a clue;
1976
quinta-feira, 6 de maio de 2010
When a Blind man Cries
"If you're leaving close the door.
I'm not expecting people anymore.
Hear me grieving, I'm lying on the floor.
Whether I'm drunk or dead I really ain't too sure.
I'm a blind man, I'm a blind man and my world is pale.
When a blind man cries, Lord, you know there ain't no sadder tale.
Had a friend once in a room,
Had a good time but it ended much too soon.
In a cold month in that room
We found a reason for the things we had to do.
I'm a blind man, I'm a blind man, now my room is cold.
When a blind man cries, Lord, you know he feels it from his soul."
I'm not expecting people anymore.
Hear me grieving, I'm lying on the floor.
Whether I'm drunk or dead I really ain't too sure.
I'm a blind man, I'm a blind man and my world is pale.
When a blind man cries, Lord, you know there ain't no sadder tale.
Had a friend once in a room,
Had a good time but it ended much too soon.
In a cold month in that room
We found a reason for the things we had to do.
I'm a blind man, I'm a blind man, now my room is cold.
When a blind man cries, Lord, you know he feels it from his soul."
When a blind man cries by Deep Purple
It just means too much for me.
It just means too much for me.
domingo, 2 de maio de 2010
Dia da Mãe
Queria escrever algo perfeito. No entanto cada vez que verifico o ecrã não gosto do que vejo e apago. Apago e não percebo porque não me saem as palavras que quero, que mais se adequam á situação.
Depois de um longo periodo de meditação sobre o assunto cheguei á conclusão que não consigo escrever algo perfeito. Não existem palavras para isso. Queria puder dizer-te com as mais belas palavras que te agradeço imenso por tudo o que fizeste por mim, que, embora eu não o demonstre, tenho uma enorme consideração pelo esforço que empenhas em ser mãe. Prometo que para o ano invento as tais palavras perfeitas e dou-te as de presente.
Um dia devolvo-te o mundo que me deste;
Feliz dia da mãe.
Depois de um longo periodo de meditação sobre o assunto cheguei á conclusão que não consigo escrever algo perfeito. Não existem palavras para isso. Queria puder dizer-te com as mais belas palavras que te agradeço imenso por tudo o que fizeste por mim, que, embora eu não o demonstre, tenho uma enorme consideração pelo esforço que empenhas em ser mãe. Prometo que para o ano invento as tais palavras perfeitas e dou-te as de presente.
Um dia devolvo-te o mundo que me deste;
Feliz dia da mãe.
terça-feira, 27 de abril de 2010
Cromos e cadernetas
Perdoem-me a arrogância, mas porque são todos iguais?
Porque respondem todos da mesma forma ao sorriso "Colgate" que certa figura larga a um ninguém em milhões? Começo a não suportar este inóspito ambiente de desprezo pela arte e cultura e de admiração pela falta de originalidade.
Será assim tão fácil manipular um grupo de pessoas? Será que é apenas necessário atirar uma colher ao corvo para ele sair do ninho?
Gostava que por momentos no mundo todos tivessem olhos que não seus. Assim podiam ver o quão ridiculos são. Aqui ninguém é "muita bom" embora todos se julgem "trés spécial". Seguem todos o mesmo percurso, vivem, seguem a manada e morrem. E ninguém irá querer saber, já que ainda existem tantos iguais. São como cromos repetidos, tenho uma caixa cheia deles e me importava de os perder todos. No entanto, o objectivo é exactamente esse. É ser um cromo repetido, apenas porque cromos repetidos só gostam de cromos repetidos.
Vivam felizes, e não me "rasguem" por não ser da vossa "caixa"
Porque respondem todos da mesma forma ao sorriso "Colgate" que certa figura larga a um ninguém em milhões? Começo a não suportar este inóspito ambiente de desprezo pela arte e cultura e de admiração pela falta de originalidade.
Será assim tão fácil manipular um grupo de pessoas? Será que é apenas necessário atirar uma colher ao corvo para ele sair do ninho?
Gostava que por momentos no mundo todos tivessem olhos que não seus. Assim podiam ver o quão ridiculos são. Aqui ninguém é "muita bom" embora todos se julgem "trés spécial". Seguem todos o mesmo percurso, vivem, seguem a manada e morrem. E ninguém irá querer saber, já que ainda existem tantos iguais. São como cromos repetidos, tenho uma caixa cheia deles e me importava de os perder todos. No entanto, o objectivo é exactamente esse. É ser um cromo repetido, apenas porque cromos repetidos só gostam de cromos repetidos.
Vivam felizes, e não me "rasguem" por não ser da vossa "caixa"
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Preto no branco.
Uma árvore num imenso deserto,
Uma nuvem no céu aberto.
Homem que ouve num mundo de surdos,
Homem que vê num pais de cegos.
Têm em comum não o serem,
Não pertencem onde estão nem estão onde pertecem.
Deslocados e desviados, sozinhos e solitários.
Sorriem na luz, choram no escuro.
Choram porque não existe outra árvore,
Porque não existe outra nuvem.
Porque não existe quem oiça o que se diz.
Porque não existe quem veja o que se vê.
Está escrito, veja quem quiser ver,
Oiça quem quiser ouvir.
Olhem para a nuvem no céu
E Plantem-me uma arvore para eu puder sorrir.
Uma nuvem no céu aberto.
Homem que ouve num mundo de surdos,
Homem que vê num pais de cegos.
Têm em comum não o serem,
Não pertencem onde estão nem estão onde pertecem.
Deslocados e desviados, sozinhos e solitários.
Sorriem na luz, choram no escuro.
Choram porque não existe outra árvore,
Porque não existe outra nuvem.
Porque não existe quem oiça o que se diz.
Porque não existe quem veja o que se vê.
Está escrito, veja quem quiser ver,
Oiça quem quiser ouvir.
Olhem para a nuvem no céu
E Plantem-me uma arvore para eu puder sorrir.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Círculos
Fujo de mim próprio enquanto corro atrás da minha sombra. Sempre foi essa a minha vida.
Rotulam-me de louco ou insano porque vivo em círculos. Os circulos são figuras geométricas que não têm aparente inicio ou fim. São apenas circulos, reduzidos á sua infinidade numa pequena folha branca de papel. De facto habito esses "circulos". "Sigo-me" e "pressigo-me", "escapo-me" e "fujo-me". Parece impossível. Mas não é. Não quando o que procuro sou eu e ao mesmo tempo não me deixo encontrar.
Rotulam-me de louco ou insano porque vivo em círculos. Os circulos são figuras geométricas que não têm aparente inicio ou fim. São apenas circulos, reduzidos á sua infinidade numa pequena folha branca de papel. De facto habito esses "circulos". "Sigo-me" e "pressigo-me", "escapo-me" e "fujo-me". Parece impossível. Mas não é. Não quando o que procuro sou eu e ao mesmo tempo não me deixo encontrar.
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