Uma árvore num imenso deserto,
Uma nuvem no céu aberto.
Homem que ouve num mundo de surdos,
Homem que vê num pais de cegos.
Têm em comum não o serem,
Não pertencem onde estão nem estão onde pertecem.
Deslocados e desviados, sozinhos e solitários.
Sorriem na luz, choram no escuro.
Choram porque não existe outra árvore,
Porque não existe outra nuvem.
Porque não existe quem oiça o que se diz.
Porque não existe quem veja o que se vê.
Está escrito, veja quem quiser ver,
Oiça quem quiser ouvir.
Olhem para a nuvem no céu
E Plantem-me uma arvore para eu puder sorrir.
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