quarta-feira, 21 de abril de 2010

Preto no branco.

Uma árvore num imenso deserto,
Uma nuvem no céu aberto.
Homem que ouve num mundo de surdos,
Homem que vê num pais de cegos.

Têm em comum não o serem,
Não pertencem onde estão nem estão onde pertecem.
Deslocados e desviados, sozinhos e solitários.
Sorriem na luz, choram no escuro.

Choram porque não existe outra árvore,
Porque não existe outra nuvem.
Porque não existe quem oiça o que se diz.
Porque não existe quem veja o que se vê.

Está escrito, veja quem quiser ver,
Oiça quem quiser ouvir.
Olhem para a nuvem no céu
E Plantem-me uma arvore para eu puder sorrir.

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