domingo, 28 de março de 2010

Meios-buracos

Sinto-me preso. Preso na minha própria liberdade.
O problema é que eu não tenho liberdade e por consequente não estou preso.
No entanto, por não ter livre a minha alma preso me encontro de novo.
Parece não ter saida este labirinto de paredes de betão.
No entanto também nunca teve uma entrada.
Então pergunto-me como é que estou preso cá dentro.
Não encontro nada neste sítio obscuro, está cheio de nada.
Nada excepto um buraco. Peguei nesse buraco e cortei-o ao meio.
Fiquei surpreso por ver que não fiquei com dois meios buracos mas sim com dois buracos inteiros.
Pousei os buracos, sentei-me num canto a contemplar o vazio.
E apenas me ocorreu que:
Um homem inteligente sabe que um penso só esconde as feridas.

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