Sempre defendi o que é justo. Mas nunca pensei que o injusto fosse tão rude e cruel.
Quando pensava que a maior dor era a de perder alguém de quem gostamos sem o puder evitar ou por culpa nossa, fui surpreendido ao denotar que não existe pior sentimento do que o de perder alguém sem nossa ser a culpa. Nunca me senti tão de-mãos-atadas como me sinto hoje. Puxaram-me o tapete e eu vejo-me instantaneamente a cair de costas e a contemplar o tecto. É branco. Deixei-me ficar no chão e pensei. Pensei e repensei até não encontrar explicação para o sucedido. Sou de facto o único culpado, mas também não tenho a culpa. Embora demasiado hipérbole seja esta comparação, sinto-me como um inocente no corredor da morte. Sem esperança, a arrepender-se e a pedir desculpa pelo que não fez. Pergunto-me a mim mesmo se não terei mesmo cometido o erro. Se calhar era mais facíl se tivesse. Mas não cometi. No entanto o que interessa isso quando a lâmina da gilhotina continua a descer a uma velocidade trepidante? Não interessa nada. Dizem que todos são inocentes até prova contrária. Mas quando as provas estão contra ti, tu, tu és o culpado.
O Herói de uns é o Vilão de outros
Peço desculpa pelo que não fiz.
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