Vem ai tempestade. Fortes ventos de mudança ameaçam romper pelo interior da minha consciência e devastar o que lá se encontra. Mas eu quero essa tempestade.
Sinto-me cansado de mim próprio, preciso de fugir, fugir de dentro de mim.
Não suporto mais este desejo. Preciso de mudar.
Abro-me então à tempestade e que venha o que vier e leve o que levar.
Que nada sobre e que tudo vá, para eu puder semear de novo os campos da minha existência e emergir então como me quero.
Falta-me apenas alguém que me regue diariamente.
Mudar não é melhor nem pior, é mudar.
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