segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Shine on you crazy diamond
Sol nasce, Sol brilha um esplendor dourado que não tarda em banhar a minha face com aquela pura sensação de energia e vida, pelo qual tão reconhecido é. Levanto-me, sinto a ausência daquele frio tão frio que penetra para além de todas as peles, de todos os ossos, de toda a matéria, um frio tão frio que penetra, enrigece, enfraquece, estilhaça, que quebra tudo o que é alma num ser, que deixa abandonadas pálidas criaturas que carenciam o sublíme brilho matinal. E eis que ele voltou de novo, puxando de mim toda aquela opacidade que roubava brilhos sem pedir, todo aquele gelo que me roubou o ser com muito gemer. E eis que eu volto de novo, brilhante, radiante. E não, o Sol nunca brilhou menos nem nunca brilhou mais, nem nunca isso mudará, não grites, que eu não sou surdo.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Old John Is Back
E foi-se. Tão depressa me senti cheio que tão depressa fiquei vazio.
Que lástima. Era tão infantil, tão ingénuo, tão... perfeito.
O brilho, a gargalhada, a subtileza, a pureza no olhar,
Cairam em águas fundas, muito profundas,
Presos pela âncora a que os amarrei, eles, todos eles
Irão morrer afogados na ansiedade que cultivei.
Que lástima. Era tão infantil, tão ingénuo, tão... perfeito.
O brilho, a gargalhada, a subtileza, a pureza no olhar,
Cairam em águas fundas, muito profundas,
Presos pela âncora a que os amarrei, eles, todos eles
Irão morrer afogados na ansiedade que cultivei.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Cross-shapped bullet
The word of Christ pierces your heart like a bullet
And wrecks your mind into ignorance,
The praise of Allah charges you with a strenght
that makes your eyes and hands thirst for blood.
Why must your god be such an unforgiving fool
That clusters you into a coffin of deep dark black?
And there, in the holy darkness,
You shall be driven into madness and corruption.
And all in exchange of grain a of faith
And promises of false salvation.
Allow me to ask you:
What if heaven is a place on Earth
And there is nothing expecting your demise?
Why live your life in doubtful expectations
While everything you could ever need
Lies before your enraged eyes?
Religion was created by fear
As a way of not facing it
"But a man who lives fully,
is always ready to die".
And wrecks your mind into ignorance,
The praise of Allah charges you with a strenght
that makes your eyes and hands thirst for blood.
Why must your god be such an unforgiving fool
That clusters you into a coffin of deep dark black?
And there, in the holy darkness,
You shall be driven into madness and corruption.
And all in exchange of grain a of faith
And promises of false salvation.
Allow me to ask you:
What if heaven is a place on Earth
And there is nothing expecting your demise?
Why live your life in doubtful expectations
While everything you could ever need
Lies before your enraged eyes?
Religion was created by fear
As a way of not facing it
"But a man who lives fully,
is always ready to die".
Jack Lowe
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Voa voa Joaninha, voa voa
Bate constante o "tic" do relógio. Cada um mais ansioso do que o outro.
Paciente, aguardo o que certamente me espera. Mas estou pronto.
Estou pronto para te tirar da palma das minhas cansadas mãos e te deixar voar livremente.
A verdade é que já me serviste mais do que a servidão serviu o mestre.
E quem sou eu para negar tamanho prazer ao sortudo onde vais pousar?
Voa então, mas não voes para longe, para que me possas ouvir quando por ti gritar.
Paciente, aguardo o que certamente me espera. Mas estou pronto.
Estou pronto para te tirar da palma das minhas cansadas mãos e te deixar voar livremente.
A verdade é que já me serviste mais do que a servidão serviu o mestre.
E quem sou eu para negar tamanho prazer ao sortudo onde vais pousar?
Voa então, mas não voes para longe, para que me possas ouvir quando por ti gritar.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Estupidez
Sou inconstante,
Constante e bastante,
Não sei ser um,
Nem sei ser nenhum.
Do baço vidro deliro,
Olho e admiro,
Com tanto pensar,
Que não tarda pesar.
Estúpido feliz,
Pois ser estúpido não é o que se diz,
É ter a noção e ignorar,
E ai o estúpido, ninguém pode culpar.
Estupidifiquem-me então!
Tornem duro meu coração,
Vandalizem-me a inteligência,
Pois suga-me a essência.
Constante e bastante,
Não sei ser um,
Nem sei ser nenhum.
Do baço vidro deliro,
Olho e admiro,
Com tanto pensar,
Que não tarda pesar.
Estúpido feliz,
Pois ser estúpido não é o que se diz,
É ter a noção e ignorar,
E ai o estúpido, ninguém pode culpar.
Estupidifiquem-me então!
Tornem duro meu coração,
Vandalizem-me a inteligência,
Pois suga-me a essência.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Páginas Brancas
Peguei o pesado livro, contemplei a capa, como se nela procurasse um espelho do seu conteúdo. Abri e cuidadosamente lí as páginas brancas. Um verdadeiro espectáculo. Todas as letras que podiam ter sido escritas e consequentemente carregadas de intenso sentimento, foram atenciosamente evitadas, de tal modo que não se via uma sequer no livro inteiro!
Á medida que vorazmente folheava e devorava tamanho nada, tudo me surgiu. Tudo o que não está escrito nesta resma invocou em mim, o seu ávido leitor, uma infinidade de sentimentos e pensamentos. Curioso, como esta coisa, que nem título tem, me causou tamanha ansiedade, enorme percepção.
Na verdade, o livro não é escrito. O livro escreve. Todo aquele branco vazio escreveu-me de tal forma que me mudou completamente. Escreveu sobre mim, e escreveu o mais explicito texto de se ler. E depois...
Depois deu-me a caneta.
Á medida que vorazmente folheava e devorava tamanho nada, tudo me surgiu. Tudo o que não está escrito nesta resma invocou em mim, o seu ávido leitor, uma infinidade de sentimentos e pensamentos. Curioso, como esta coisa, que nem título tem, me causou tamanha ansiedade, enorme percepção.
Na verdade, o livro não é escrito. O livro escreve. Todo aquele branco vazio escreveu-me de tal forma que me mudou completamente. Escreveu sobre mim, e escreveu o mais explicito texto de se ler. E depois...
Depois deu-me a caneta.
domingo, 3 de outubro de 2010
Humanity is not inteligent, some Men are.
Nascidos para Animosidade,
Em tenra idade o Instinto comanda,
Partir e quebrar, com falta de bondade
Querer e ter, como quem em tudo manda.
Não somos meros animais,
Bem, alguns não o são,
Enquanto outros são como os demais,
Vivem do impulso e da falta de razão.
Olhei o fundo da rua,
Onde decorria luta fria e crua,
Descontrolo, Raiva, Violência,
Num momento que faltou Educação e Decência.
Escorria o sangue, sorria a Audiência,
Grotescas criaturas, sedentas de Vermelho,
Alimentam-se de Tragédia e de falsa Indulgência,
Selvagens! - Gritou o velho.
O azul e o vermelho surgiram na rua,
Vociferando ameaças, sempre debaixo de Máscaras,
Protectores da paz, distribuindo Violência crua,
Afastei-me, cansei-me daquelas caras.
No outro lado da rua, um rapaz Solitário,
Escondia com um livro, lágrimas de vergonha.
Aproximei-me: - Explica-me o choro precário.
- Onde queres que a ponha?
Trémolo, indicou-me a luta.
Está putrida, a Inteligência,
Substituida por Decadência.
Abandonada a Cultura,
Em prol da Manícura.
Rebanho sem pastor,
Dotado de pura Estupidez,
Seguem-se com fulgor,
Até Morrerem de vez.
Em tenra idade o Instinto comanda,
Partir e quebrar, com falta de bondade
Querer e ter, como quem em tudo manda.
Não somos meros animais,
Bem, alguns não o são,
Enquanto outros são como os demais,
Vivem do impulso e da falta de razão.
Olhei o fundo da rua,
Onde decorria luta fria e crua,
Descontrolo, Raiva, Violência,
Num momento que faltou Educação e Decência.
Escorria o sangue, sorria a Audiência,
Grotescas criaturas, sedentas de Vermelho,
Alimentam-se de Tragédia e de falsa Indulgência,
Selvagens! - Gritou o velho.
O azul e o vermelho surgiram na rua,
Vociferando ameaças, sempre debaixo de Máscaras,
Protectores da paz, distribuindo Violência crua,
Afastei-me, cansei-me daquelas caras.
No outro lado da rua, um rapaz Solitário,
Escondia com um livro, lágrimas de vergonha.
Aproximei-me: - Explica-me o choro precário.
- Onde queres que a ponha?
Trémolo, indicou-me a luta.
Está putrida, a Inteligência,
Substituida por Decadência.
Abandonada a Cultura,
Em prol da Manícura.
Rebanho sem pastor,
Dotado de pura Estupidez,
Seguem-se com fulgor,
Até Morrerem de vez.
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