Sinto-me preso. Preso na minha própria liberdade.
O problema é que eu não tenho liberdade e por consequente não estou preso.
No entanto, por não ter livre a minha alma preso me encontro de novo.
Parece não ter saida este labirinto de paredes de betão.
No entanto também nunca teve uma entrada.
Então pergunto-me como é que estou preso cá dentro.
Não encontro nada neste sítio obscuro, está cheio de nada.
Nada excepto um buraco. Peguei nesse buraco e cortei-o ao meio.
Fiquei surpreso por ver que não fiquei com dois meios buracos mas sim com dois buracos inteiros.
Pousei os buracos, sentei-me num canto a contemplar o vazio.
E apenas me ocorreu que:
Um homem inteligente sabe que um penso só esconde as feridas.
domingo, 28 de março de 2010
domingo, 21 de março de 2010
Man or Animal
Porque estamos aqui?
O que significa a minha ou a tua insignificante existência?
Não interessa o que fazemos ou como fazemos. O destino é imutável.
Tem sempre um fim, quer queiramos quer não.
Então pergunto-me, o que nos leva a fazer o que quer que seja?
Não acredito numa entidade superior. Então o que me motiva?
Bem, acho que a resposta é nada. Nada me motiva; mas eu continuo.
Continuo porque faz parte da nossa existência continuar.
Podemos falar, podemos ler, podemos amar.
No entanto, outras criaturas podem voar ou rastejar.
Não somos especiais. Somos animais.
Nascemos e morremos. Simples. Só muda a forma como vivemos, tal como cada animal.
Born as a beast,
Lived as a man,
Died as an animal.
O que significa a minha ou a tua insignificante existência?
Não interessa o que fazemos ou como fazemos. O destino é imutável.
Tem sempre um fim, quer queiramos quer não.
Então pergunto-me, o que nos leva a fazer o que quer que seja?
Não acredito numa entidade superior. Então o que me motiva?
Bem, acho que a resposta é nada. Nada me motiva; mas eu continuo.
Continuo porque faz parte da nossa existência continuar.
Podemos falar, podemos ler, podemos amar.
No entanto, outras criaturas podem voar ou rastejar.
Não somos especiais. Somos animais.
Nascemos e morremos. Simples. Só muda a forma como vivemos, tal como cada animal.
Born as a beast,
Lived as a man,
Died as an animal.
sexta-feira, 19 de março de 2010
O teu dia
Lembro-me das tardes passadas a brincar,
Lembro-me dos merecidos raspanetes.
Boas memórias. De ti tenho boas memórias.
Cometeste erros, como qualquer ser humano.
O que te diferencia é a capacidade de os emendar.
Ensinaste-me a ver o mundo, a vê-lo com olhos de verdade.
És o meu cinto de segurança, és o meu amigo.
Hoje sou crescido, e não porque tenho não-sei-quantos anos,
Mas porque fui educado por alguém como tu.
Feliz dia do pai, pai.
Lembro-me dos merecidos raspanetes.
Boas memórias. De ti tenho boas memórias.
Cometeste erros, como qualquer ser humano.
O que te diferencia é a capacidade de os emendar.
Ensinaste-me a ver o mundo, a vê-lo com olhos de verdade.
És o meu cinto de segurança, és o meu amigo.
Hoje sou crescido, e não porque tenho não-sei-quantos anos,
Mas porque fui educado por alguém como tu.
Feliz dia do pai, pai.
Seca
O sol arde quente sobre a praia.
A água que antes a banhava parece ter recuado a ponto de não lhe tocar mais.
Aos poucos, um deserto se forma. Um deserto de mágoa e solidão.
Dizem que é o aquecimento global.
Eu digo que foi o mar que deixou de gostar da praia.
Nada de especial era essa praia, talvez a razão pela qual se foi o mar.
Deixo em aberto essa questão.
Digo apenas que a praia precisa de mar para praia o ser.
Para ti mar, que um dia voltes e me faças praia de novo.
A água que antes a banhava parece ter recuado a ponto de não lhe tocar mais.
Aos poucos, um deserto se forma. Um deserto de mágoa e solidão.
Dizem que é o aquecimento global.
Eu digo que foi o mar que deixou de gostar da praia.
Nada de especial era essa praia, talvez a razão pela qual se foi o mar.
Deixo em aberto essa questão.
Digo apenas que a praia precisa de mar para praia o ser.
Para ti mar, que um dia voltes e me faças praia de novo.
quinta-feira, 18 de março de 2010
Greed - The anti-peace.
Vitimas da ganância, vitimas do poder.
Aquelas pessoas não eram soldados.
Agonizaram na escuridão. Presas.
Enquanto mais acima o fogo satisfazia seus apetites.
Rostos comprimidos contra as paredes que os aprisionavam.
A esgravatar a terra gélida até que esta se tornou insuportavelmente quente.
E quando nada mais restou para ser respirado nas trevas, elas morreram.
Morreram à mão de quem enche os bolsos, de quem sorri na sombra da noite,
De quem de ouro cobre os seus dias.
Hoje a história repete-se, tal como uma arma automática.
Eram 8 da manhã - O pequeno Zahid abandona a sua casa para ir aprender.
É de imediato coberto por escuras nuvens de destruição.
Chovem fogo e morte dos céus tenebrosos, morre um inocente.
E porquê?
Porque o homem gordo da cadeira de ouro quis mais uma joia no seu infindável mar de riquezas.
Aquelas pessoas não eram soldados.
Agonizaram na escuridão. Presas.
Enquanto mais acima o fogo satisfazia seus apetites.
Rostos comprimidos contra as paredes que os aprisionavam.
A esgravatar a terra gélida até que esta se tornou insuportavelmente quente.
E quando nada mais restou para ser respirado nas trevas, elas morreram.
Morreram à mão de quem enche os bolsos, de quem sorri na sombra da noite,
De quem de ouro cobre os seus dias.
Hoje a história repete-se, tal como uma arma automática.
Eram 8 da manhã - O pequeno Zahid abandona a sua casa para ir aprender.
É de imediato coberto por escuras nuvens de destruição.
Chovem fogo e morte dos céus tenebrosos, morre um inocente.
E porquê?
Porque o homem gordo da cadeira de ouro quis mais uma joia no seu infindável mar de riquezas.
Beauty and the beast
Uns dizem que te têem
Outros dizem que já te viram
E outros, outros sofrem.
Sofrem com a maldade dos teus actos.
Gritam, choram, correm.
Correm até não te ver mais.
No entanto, onde quer que vão tu estarás lá.
Lá para os atormentar, para os rebaixar.
Falo para ti Beleza. És feia.
Não te quero cá. Não és qualidade, és defeito.
Para quem sofre ás mãos desta "besta".
Outros dizem que já te viram
E outros, outros sofrem.
Sofrem com a maldade dos teus actos.
Gritam, choram, correm.
Correm até não te ver mais.
No entanto, onde quer que vão tu estarás lá.
Lá para os atormentar, para os rebaixar.
Falo para ti Beleza. És feia.
Não te quero cá. Não és qualidade, és defeito.
Para quem sofre ás mãos desta "besta".
O homem triste
Tu és a paz, és a harmonia.
Algures por aí há um homem. Um homem sozinho, sozinho sem ti.
Homem este incapaz de sentir o teu toque, a tua calma.
Nunca te teve mas sempre te quis, sem saber sequer como és.
Eu sei. Todos os dias te saboreio.
Um dia, um só dia sem te sentir, sem te ouvir soar é pura sofridão.
Por isso imagino apenas que o Homem mais só seja o que não te conhece.
O que não te ouve, o Homem surdo.
Pois uma vida sem ti, Música, não é vida que se leve.
Obrigado.
Algures por aí há um homem. Um homem sozinho, sozinho sem ti.
Homem este incapaz de sentir o teu toque, a tua calma.
Nunca te teve mas sempre te quis, sem saber sequer como és.
Eu sei. Todos os dias te saboreio.
Um dia, um só dia sem te sentir, sem te ouvir soar é pura sofridão.
Por isso imagino apenas que o Homem mais só seja o que não te conhece.
O que não te ouve, o Homem surdo.
Pois uma vida sem ti, Música, não é vida que se leve.
Obrigado.
Assinar:
Postagens (Atom)